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A "evolução" (?) dos consoles

30/07/2010 22:57

Claro que o que desencadeou a ideia deste texto foi o pane geral ocorrido com o PlayStation 3, ocorrido no último final de semana, iniciado na noite do último dia do mês de fevereiro de 2010, e que acabou solucionado e acabou solucionado no dia seguinte, embora sem nenhuma ação direta da Sony. Portanto, já venho a dizer que estas palavras aqui não são presas a algum site ou revista, mas, sim, serve como “despertar de ódio público” para qualquer um que goste do mundo dos games, e seja um gamer.

Gostaria de compartilhar com você uma saudade imensa que sempre me assola da época dos consoles mais antigos. Como eu sinto falta, acredito que você também, em desfrutar dos videogames em sua plenitude. Ou seja, sem qualquer tipo de problema técnico e frescura. Tudo começou quando o console Atari foi difundido e se espalhou pelo mundo, criando uma galera alucinada pelo que chamamos de jogos eletrônicos. Esse aparelho, bem antigo, que foi lançado originalmente em 1977 e chegou só em 1983 no Brasil, utilizava como mídia um cartucho. Este, que você simplesmente plugava no console e se divertia horas sem problema algum.

Essa prática serviu para diversos outros consoles do final dos anos 80 até o começo e meio dos 90, e foi evoluindo. Videogames como o NES, vulgo Nintendinho, Master System, Super Nes e Mega Drive atingiram o auge da diversão com centenas de títulos animais. Como não ter boas lembranças ao detonar um monstro em Golden Axe, golpear a cara de Chun-Li com o Ryu ou mesmo arrancar o coração de um ninja com o brutal Kano? Quase todas as grandes franquias de hoje surgiram lá nos tempos dos consoles 16, 8-bits ou menos.

Acontece que em determinada época entre esses anos de 1980 e 1990, inventaram uma coisa chamada Compact Disc, mais conhecida como CD. Uma mídia que conseguia armazenar muito mais espaço do que qualquer outra até então. E assim, possibilitaria a criação de jogos mais desenvolvidos, que requerem mais hardware para rodar. E é aí que começou todos os problemas da indústria dos games. Apesar de consoles como o Sega CD, e outros já utilizarem o tal CD, foi com o lançamento do PlayStation, em 1995, que houve uma revolução tecnológica imensa.

É fato que o PlayStation conseguiu trazer jogos extremamente melhorados, com gráficos 3D e totalmente mais desenvolvidos do que as gerações anteriores. Mas como você bem que flores têm espinhos, assim como no PC, a mídia compacta de disco oferecia também alguns problemas. Primeiro, porque ela risca, segundo porque o canhão depois de determinado tempo simplesmente perde a vida. E é aí que você chega a ver consoles de ponta cabeça rodando jogos ou pessoas chutando seus PlayStations para conseguir rodar um jogo. Até aí, os consoles eram até resistentes.

Claro que nada comparável com a época dos 16-bits para baixo, em que você podia praticamente tacar seu SNES na parede, dar uma assopradinha na fita e sair jogando tranquilamente qualquer jogo por quantas horas você quiser que o videogame estaria ali, intacto, por quanto tempo você quisesse. E foi assim que começou a ruína. Quando os jogos precisaram de mais processamento gráfico e mais do hardware, a “(des)evolução” foi acontecendo. De CDs, as mídias se passaram para DVDs. De DVDs, para as mídias de dupla camada, usadas no Xbox 360. E depois, os Blu-rays, que conseguem guardar cerca de cinco vezes ou mais o total de um DVD de dupla camada.

E já que tocamos no assunto do conhecido Xbox 360, da Microsoft, acredito que nem preciso comentar muito, né? Presumo que todos os amigos que estão lendo já conhecem algum caso das chamadas 3RL, as famosas três luzes vermelhas. Se você não teve no seu console, com certeza conhece alguém que teve. E se não conheceu, conhecerá. Um caso muito simples de super aquecimento ou qualquer outro tipo de problema imbecil que um hardware mal projetado ou sem testes suficientes dá. Pifar simplesmente do nada. E o resultado é que você tem que comprar outro console novo para continuar com sua diversão que posteriormente virou inferno.

Esses casos já são comuns na geração de hoje. E se tornou mais com os consoles atuais. Nenhuma empresa se safa. Tanto Microsoft, como Sony e Nintendo, não conseguem fornecer produtos 100% eficientes, como as empresas faziam nos primórdios dos games. Há casos de Nintendo Wiis “Brickados”, PlayStation 3 que pifam espontaneamente, e até mesmo portáteis que simplesmente param de funcionar. Enquanto, caso você tenha um Super Nintendo guardado há mais de 10 anos (sendo que em 8 anos você o usou todos os dias sem parar) no seu armário e quiser jogá-lo, ele fará a sua diversão acontecer.

É aí que ficamos desgostosos com a tecnologia, com a evolução, com o tal desenvolvimento. Pelo menos eu aprendi que evolução é para melhorar. Como o dicionário diz: Crescimento; desenvolvimento; aperfeiçoamento; exercício. Então, a qualidade dos produtos deveria ter melhorado. Não apenas os gráficos. Não apenas a jogabilidade, profundidade ou seja lá o que for. Hoje nos deparados cada vez mais com obstáculos para podermos nos divertir.

Um exemplo claro disso é o DRM (Digital Rights Management), da Ubisoft, que exige uma conexão com a internet para que o jogo seja rodado. Trata-se de um sistema para funcionar como anti-pirataria. Porém, imagina só a situação, como nosso amigo Claudio Batistuzzodescreveu: “Tente imaginar a gravidade da coisa, você separou sua noite de sábado para jogar a campanha single-player do seu game favorito, até que o seu provedor de internet tem um problema e fica fora do ar, ai tanto faz se você está no meio do jogo ou estava prestes a abri-lo, seus planos vão por água abaixo, só porque o game original que você pagou exige estar online para rodar. No caso de Assassin’s Creed II, por exemplo, se a conexão com a internet cai no meio da jogatina, a opção é salvar o último check-point e sair, perdendo todo o progresso desde o último ponto de salvamento.”

Super legal, não é mesmo? Alguns dizem que a indústria dos games está evoluindo e se desenvolvendo cada vez mais. Em um episódio como esse pane geral do PlayStation 3, as 3RL ou mesmo as mortes repentinas de consoles, onde está a diversão? Videogame é para divertir, não para deixar você puto da vida, com vontade de enviar um pacote de C4 para seu fabricante.